O Tecer Mundo foi criado para ser pessoal, mas naturalmente se transformou em um espaço com uma função coletiva: mostrar que é possível tomar atitudes mais "verdes" todos os dias. O desafio, copiado de um outro blog, é tentar colocar em prática a cada dia, ações sustentáveis. Coisas que muitas vezes ficam só no pensamento ou no discurso.
É o velho e bom "faça sua parte". Sejam bem vindos!

*criado em junho/2010

25.6.10

Tá. Vá lá que é época de copa do mundo e brasileiro gosta mesmo é de uma desculpa pra não trabalhar. Ah! E não me venham com comentários como: "É isso mesmo!", "Você é que é chata...blá blá blá". Tudo bem, disso eu sei...(aliás, desde o dia que eu nasci). Mas, convenhamos, eu não tenho a menor obrigação de me entregar cegamente a algo que nem me interessa. Eu não gosto de futebol, eu acho a camisa da seleção cafonéérrima, odeio fogos de artifício e acho mulher que discute futebol pra parecer interessante muito entediante.
Fora que parece que não existe outro assunto. Se você entra no elevador com aquele vizinho mala que nunca te deu um bom dia, tomado pelo espírito nacionalista, já vem te perguntar qualquer coisa sobre o jogo, ou te contar quem vai enfrentar quem nos próximos jogos...e você inevitavelmente, tem que forçar aquele sorrizinho escroto e acenar com a cabeça para não ser grosseiro. Até no laborátorio você vai fazer um exame de sangue e sai de lá com uma bandeirinha de por no carro ou uma bandana (bandana?!)...nem quero imaginar o que você ganha quando vai levar seu exame de fezes.
E assim vão todos os nossos dias...até o fim da copa. Aguentar seus amigos que nunca te convidam pra nada, chamando pra sentar num bar cheio de gente bêbada e amarela batendo na mesa e se abraçando emocionada...
ô preguiça!

13.6.10

Os dois se conheceram e a vida virou uma grande revolução. Malas, aviões, móveis novos, caixas e caminhões de mudança.
Eram parte de uma vida separada pelo mundo e agregada pelo acaso. Encontro de almas, reencontro de vidas passadas e o misticismo chama como quiser, mas fato mesmo é que eles eram parte de um capítulo bonito de história.
Eram diferentes e se uniam pelos sorrisos. Lindos. Os dois.
E construíram. E a felicidade estampada em fotos de cartões postais pregadas aos montes em painéis virtuais, era invejável. Porque era assim que era possível dizer aos conhecidos que estava tudo bem, que tudo - depois de muito suor, estava indo bem.
E eis que hoje, alguns pouquíssimos anos depois o céu seco de Brasília amanheceu num tom terroso e triste. E vai faltar alguém para completar o outro lado nas fotografias...